Quando eu era criança
Dançava conforme soprasse o vento
Tal qual soava a música e a dança.
Na minha adolescência
Tomei uma hormonal ciência
De mim mesmo
E gostei de dizer sempre não
A palavra que eu mais ouvira
Desde então.
Em toda minha curta existência de moleque.
Pivete alegre de uma rua de terra
Tempos em que íamos à cidade
Ou seja, éramos caipiras de uma metrópole
Meu fundo de quintal era das galinhas
Sendo eu o responsável por alimentá-las e retirar seus ovos.
Pé de abacateiro enorme e generoso em seus frutos.
Cidade Patriarca, periferia da Zona Leste de São Paulo.
Caipira de uma cidade grande.
João do Gueto.
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