sábado, 6 de dezembro de 2014

Minha estrela Ishitar




E na antiga Babilônia
Seu nome era Ishtar
A estrela do amor
Esta estrela ou planeta representava
Uma deusa dos sumérios
A sagrada prostituta e sacerdotisa
Mulher jovem e ainda virgem
 A esperar o seu primeiro amante
Em frente ao templo dedicado a esta importante deusa
Toda menina mulher virgem ainda
Mas pronta para amar
E deixar de ser criança
Antes de perder a castidade
 deveria primeiro se prostituir
Sua sina e compromisso
 era cumprir A única exigência moral
 E como sacerdotisa de Ishtar
antes de se casar e amar como uma mulher
Teria que se entregar ao primeiro estrangeiro
Que com ela quisesse se deitar
O preço era apenas Uma única moeda
Mas este varão e salvador das raparigas em flor de então
Só poderia ser gringo, estrangeiro ou alemão
Viajante de terras distantes
Amante sedento e errante
Que por acaso sua sorte encontrou

As jovens sacerdotisas de pior ou repugnante aparência
Por vezes esperava seu príncipe por muitos e muito anos
Proibido era casar casta e pura
 E pecar e o pecado ainda não existia
Pois amar e fazer amor
Era sim virtude desde que tais regras fossem assim seguidas
Para prestar homenagem a deusa
Santa e puta Ishtar

Em terras sumérias
Entre rios e desertos
A estrela do amor um dia se chamou Ishtar
 Afrodite se chamou aos gregos
E em suas doces e brancas brumas das ondas do mar
A nós pobres mortais vinha nos acariciar
Vênus chamou-se para os romanos
 Deusa da beleza e feminilidade
Esposa mais sedutora e brilhante
De Júpiter seu maior e melhor amante
E hoje ela Ishitar, Vênus ou Afrodite
Em minha janela veio a me enamorar
Me inspirando e me fazendo lembrar
De você minha amada
Circe estrela minha desejada
Teu alemão, gringo ou forasteiro
A sonhar por ti ao ver
Tua estrela a brilhar tão linda mais distante


Mohamed Daqui Mesmo


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