Vou-me embora desta cidade
Infelizmente desta vez não é para Passargada
Mas pertinho.
Nesta cidade embora lá não seja amigo do Rei
Estarei entre as pedras mais nobres e antigas
As igrejas de lá são quase eternas.
Acharei minha pousada na melhor de todas as Repúblicas.
Casarão de engenheiros meninos
Um Jardim Zoológico da mais fina e boa gente
Rapaziada batuta e inteligente
Casarão sobrado de loucos, filósofos e advogados
Este velho jovem e pobre professor
Em busca do seu justo e merecido descanso
Terá férias curtas que durará uma eternidade de dez dias.
Irei dormir acordando
por um antigo sino
Soando o mais afinado dos badalos
Ao ritmo suave e harmonioso do som Barroco
E acordando de noite para ir dormir de dia
Ser feliz ao lado de
uma linda dama
A perfurmar as manhãs
Com seu mais belo e doce sorriso
Me chamando para a vida
Despertando-me com seus doces beijos
Sabor do mais fresco e saboroso dos queijos.
Marcos Aurélio



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