segunda-feira, 29 de junho de 2015

Licença Poética

 Está chegando ao fim minha licença poética.
Tempo para recuperação do corpo
 e revisão ortográfica da alma.
Período de reflexão e necessários ajustes.

Está quase no fim este longo e prazeroso ciclo.
Dias de descanso e inevitável desquite
também tratando uma crônica asma
 E um velho e persistente bronquite.

Abandono de velhas ideias e carcomidos hábitos.
E assim esta minha poética licença
Está por terminar
 Último suspiro em prazeroso sonho.

Mas tudo que é bom nesta vida
 Tem seu começo, meio e fim.
Pude agora curar antigas feridas
 extirpando de dentro de mim

 todo imprestável e vicioso mal.
Reescrevendo a minha história
E dando a ela um novo sentido
 E um muito melhor final.




sábado, 20 de junho de 2015

Filhos

Amar os filhos
Inerente ao bom
E ao diferente
Mas a todos igualmente.
Construir juntos
 Novos caminhos
Distantes e importantes trilhos.


quinta-feira, 18 de junho de 2015

Ondas no ar

Tem ondas livres na FM
107.1 de Sampa
Historiadores e geógrafos DJs
Tocando hoje
O melhor do Reggae
E amanhã com certeza,
 Eu não sei,
E você sabe¿



segunda-feira, 15 de junho de 2015

Bússola futurista

Caravelas espaciais chinesas
O eterno retorno do tempo
 Posto que o mesmo é cíclico.
A hermenêutica orientando
 A ciência novamente.
Onde o passado inspira o presente.
 Teleguiado por magos e cientistas.
Donos de uma velha bússola futurista.





sábado, 13 de junho de 2015

Dia dos namorados

Tem liquidação no dia dos namorados
Descontos em abraços e beijos
Promoção imperdível de queijos.
O que só não vejo
São casais nas ruas,
Neste frio em que me aqueço
No macio das mãos suas.



quarta-feira, 10 de junho de 2015

A última flor do Lácio

Só por ti, última flor do Lácio.
Que um dia uniu um imenso império colonial,
De África, China, Brasil e Portugal.
Hoje e sempre, em teu dia celebrado.
Fez de mim, um humilde servo e pobre poeta,
Seu fiel amante e eterno namorado.
Venho nesses versos e rimas lembrar,
Seu dia tão azul e feliz, e só assim poder a ti comemorar.




terça-feira, 9 de junho de 2015

Canto III

Comungarão paulistas e baianos
Em celebração aos grandes feitos realizados
Calem se racistas e ruins paulistanos
Que eu cantarei meu ilustre poeta soteropolitano
Castro Alves mastro principal desta invencível caravela.
E que cessem todo o mal que uma maldita musa nos trouxe
Mãe de uma persistente, dolorida e maligna dor.
 Historia ocorrida de escravidão, mas então curada ferida
 por balsamo de rimas e do mais puro amor .