quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

SOL E CHUVA



A visão fez
E o sonho
Tornou-se
Real
O sol
Iluminou
E compartilhou
Sua luz
Com
O ronco do trovão
Chuva
E sol.
Como
Anda mal
o meu
espanhol
Hablas¿

Joao do Gueto




NADA POSSUO





Nada o que possuo
me pertence
A experiência da vida
às vezes
me parece um sonho
E viver ou sonhar
pode ser faces
de uma
mesma moeda
Mas continuo
vivendo
quase sonhando
Às vezes bons
Por vezes
em quando
pesadelos perturbadores
E ai
é só acordar
Para usufruir,
dividir ou doar
O tudo ou nada
que finjo possuir.

JOÃO DO GUETO

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

LEMBRANÇAS UTERINAS



Bem te vi
Em meus sonhos
Quase
Loucos Delírios
Feito de puro concreto
E suor.

Vim das bandas
 de lá
Itaquera
Onde em um dia
 no trem Dormi
e assustado acordei
pelos lados do Jabaquara.

pude nascer
e começar a torcer
na vila Manchester
sem hospital
mas em acolhedora
 e quente cama.


Tudo isto
na vila carrão
e o antes
era como hoje
sem um tostão
e muito menos bolso.

era uma manhã
muito fria
quase gélida
de um inverno
de um frio
descomunal
quase glacial

E agora aqui mesmo
Depois dos cinquenta
hoje
Ando  a pé
Só Se for
 
Pelas colinas
Do Tatuapé.

 No Butantã
às vezes de noite ACORDO
E durmo sempre
QUANDO AMANHECE O DIA
E ainda LOUCO
ouço ou imagino
ouvir
SONORAS MELODIAS

Felizes PASSARINHOS
Sem consciência
De problema nenhum

E FICO A PENSAR
NESTE meu triste
QUASE FELIZ destino
Quando canta
 feliz E LIVRE
todo PASSARINHO.
LEMBRANÇAS UTERINAS

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

CARPE DIEM

Viajar sem rumo
Em direção
 a um infinito horizonte
Sem destino
 ou medo algum.

Fazer de uma reta
imaginaria
nossa chegada final
 buscar o tão distante
 A procura de uma
 feliz cidade.

Mesmo ciente
 ser este
 apenas mais um
 curto momento
  de pouca e breve duração
ser e apenas existir.

 Acreditando que
 este seja
O último dia
 de nossas vidas
E brilhar intensamente
 Uma luz clara
quase irradiante
felicidade.

Pois Deus
O semeador das estrelas
 E arquiteto do Universo
Nos fez a todos
 para pouco possuirmos
e muito mais Ser.

E neste ensolarado dia
 De uma terça
De sempre
Cheguei a esta simples
Talvez sábia decisão:
Apenas viver
E deixar
 os outros
 também
 Assim ser.

Carpe Diem.


João do Gueto

Não aos Silvas!






Silva nunca mais será.
De Portugal sim a língua mãe
Minha ultima flor do Lácio

Mas banindo vestígios
E o que ainda insiste e restou
de uma lusitana
 ideologia do mal
A serviço do tráfico
De homens
 que um dia
Foram tratados piores
Do que qualquer
 pobre animal

Não quero
 nem seus sujos
E tacanhos tamancos.
Nem suas armas e barões
Outrora assinaladas

Por mim agora
 Serão definitivamente esquecidas
mas nestas palavras
racionalmente escritas
E por aqui
Já pos critas

Olho
 e me vejo sempre
 Assim
 Como apenas
um pobre
 e nada humilde
 Cidadão.

João do Gueto